UNIVERSIDADE
FEDERAL DE JUIZ DE FORA
INSTITUTO
DE ARTES E DESIGN
PLANO DE ENSINO DE DISCIPLINA
DISCIPLINA: Documentário
CURSO: Bacharelado Interdisciplinar em Artes e Design
PROFESSOR RESPONSÁVEL: Sérgio
Puccini
EMENTA
O curso pretende abordar, de maneira
introdutória, noções relacionadas à história do documentário e seus estilos
mais representativos. Partindo daqueles que seriam seus momentos históricos de
maior relevância, será feita uma abordagem a cerca dos aspectos estilísticos de
cada filme, retratados dentro de seu contexto de produção.
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
1. Introdução. Delimitando o campo. O que é um filme
documentário? Fronteiras, tradição, ética e estilos.
2. Breve panorama histórico. Origens do documentário. As vanguardas
e as sinfonias metropolitanas. John Grierson e o documentarismo inglês.
Filmes: Berlim,
sinfonia de uma metrópole (Walter Ruttman, 1927); O homem com uma câmera (Dziga Vertov, 1929); A chuva (Joris Ivens, 1929); A
propósito de Nice (Boris Kaufman, Jean, Vigo, 1929); Listen to britain (Humphrey Jennings, Stewart McAllister, 1942); Fires were started (Humphrey Jennings,
1943); Housing problems (Arthur
Elton, Edgar Anstey, 1935); Night mail
(Harry Watt, Basil Wright, 1936).
3. O Documentário Clássico. Principais aspectos estilísticos.
Filmes: The plow that
broke the plains (Pare Lorentz, 1938); The
river (Pare Lorentz, 1936); Os pescadores de Aran (Man of Aran,
Robert Flaherty, 1934). How the Myth Was
Made: A Study of Robert Flaherty's Man of Aran (James B. Brown, George C.
Stoney, 1978).
4. O Documentário Direto: Canadá, França, EUA; Documentário
Direto X Documentário Verdade. As renovações técnicas e suas conseqüências para
o documentário.
Filmes: Pour La Suite
Du Monde (Pierre Perrault, Michel Brault, Marcel Carrière, 1963); Crônica de uma verão (Chronique d'un été, Jean Rouch, 1961); Le joli mai (Chris Marker, Pierre Lhomme,
1963); Crise (Crisis, Robert
Drew, 1963).
5. O Documentário Direto (cont.). Análise das situações de
filmagem. Filmar sem roteiro. A dificuldade da montagem. Documentário
e personagem.
Filmes: Caixeiro viajante (Salesman, Albert & David Maysles, Charlotte Zwerin, 1968); Gimme shelter (Albert & David Maysles, Charlotte Zwerin, 1970); High School (Frederick Wiseman, 1968); Portrait of Jason (Shirley Clarke, 1967); A married couple (Allan King, 1969).
6. Documentário, história e memória.
Filmes: Shoah
(Claude Lanzmann, 1985); A batalha do
chile (Patricio Guzmán, 1975); Culloden
(Peter Watkins, 1964).
7. O Documentário Contemporâneo e o modo reflexivo de
representação. Documentário e o filme ensaio.
Filmes: A tênue linha da morte (Errol Morris, 1988);
Videogramas de uma revolução (Harun
Farocki e Andrei Ujica, 1992); Roger e eu (Roger & Me,
Michael Moore, 1989); Línguas desatadas
(Tongues untied, Marlon Riggs, 1989);
Paris is burning (Jennie Livingston.
1990); Um tigre de papel (Luis
Ospina, 1997); Los rubios (Albertina
Carri, 2005); Metal e melancolia
(Heddy Honigmann, 1994).
8. Documentário de arquivo e cinema experimental.
Filmes: Jazz (Ken
Burns, 2001); Decasia (Bill Morrison,
2002).
9. O Documentário no Brasil. O Documentário Verdade e o
Cinema Novo. Aspectos técnicos e estilísticos.
Filmes: Aruanda (Linduarte Noronha, 1960); Arraial do cabo (Mario Carneiro, Paulo
Cesar Saraceni, 1960); Garrincha, a
alegria do povo (Joaquim Pedro de Andrade, 1963); Maioria absoluta (Leon Hirszman, 1964); Subterrâneos do futebol (Maurice Capovilla, 1965); A opinião pública (Arnaldo Jabor, 1967);
O país de São Saruê (Vladimir Carvalho, 1971); Cabra marcado para
morrer (Eduardo Coutinho, 1984); O
som ou tratado de harmonia (Arthur Omar, 1984).
10. O Documentário contemporâneo no Brasil e suas várias
tendências estilísticas. O plano-sequência e a posição de recuo. O documentário
autobiográfico. A estética da imagem e exercícios de montagem.
Filmes: Edifício
Master (Eduardo Coutinho, 2002); Morro da Conceição (Cristiana
Grumbach, 2005); Justiça (Maria Augusta Ramos, 2004); Santiago
(João Moreira Salles, 2007); Um
passaporte húngaro (Sandra Kogut, 2001), 33 (Kiko Goifman, 2002); Pan-cinema
permanente (Carlos Nader, 2008); Rua
de mão dupla (Cao Guimarães, 2002); Estamira (Marcos Prado, 2005), Cartola,
música para os olhos (Lírio Ferreira, Hilton Lacerda, 2008); Retratos de identificação (Anita Leandro,
2014); Imagens do Estado Novo (Eduardo
Escorel, 2018); Um lugar ao sol
(Gabriel Mascaro, 2009).
METODOLOGIA DE ENSINO
Aulas
expositivas e interativas. Exibição de audiovisuais. Leitura crítica de textos
teóricos relacionados aos tópicos abordados em aula.
ATIVIDADES DISCENTES
Elaboração e apresentação de Seminários em horário de
aula. Elaboração de exercícios para avaliação realizados em aula.
CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO
N1: Trabalho de análise (individual)
= 30 pts
N2: Leitura e Apresentação de
Textos (grupo) = 30 pts
N3: Seminário (grupo) = 40 pts
Nota final = N1+N2+N3
BIBLIOGRAFIA BÁSICA
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Letras, 2003.
CAVALCANTI, Alberto.
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Fernão. Mas afinal... o que é mesmo documentário?. São Paulo: Editora
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Francisco Elinaldo (org.). Documentário no Brasil: tradição e
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Editorial, 2004.
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Pessoa. Teoria contemporânea do cinema (vol. I e vol. II). São Paulo:
Editora Senac, 2005.
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