segunda-feira, 14 de março de 2011

DOCUMENTÁRIO

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
INSTITUTO DE ARTES E DESIGN


PLANO DE ENSINO DE DISCIPLINA

DISCIPLINA: Documentário
CURSO: Bacharelado Interdisciplinar em Artes e Design
PROFESSOR RESPONSÁVEL: Sérgio Puccini

EMENTA

O curso pretende abordar, de maneira introdutória, noções relacionadas à história do documentário e seus estilos mais representativos. Partindo daqueles que seriam seus momentos históricos de maior relevância, será feita uma abordagem a cerca dos aspectos estilísticos de cada filme, retratados dentro de seu contexto de produção.


OBJETIVOS DA DISCIPLINA

OBJETIVO GERAL:
Introduzir noções a respeito da história e de estilos do Documentário.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
Discutir o processo de criação do filme documentário e seus aspectos éticos e discursivos.


CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

1. Introdução. Origens do gênero documentário. John Grierson e o documentarismo inglês. Robert Flaherty e o documentário clássico. Documentário X Reportagem.

2. O Documentário Clássico (cont.). Filme: Os pescadores de Aran (Man of Aran, Robert Flaherty, 1934).

3. Robert Drew e o Documentário Direto americano; o modo observacional de representação. As renovações técnicas e suas conseqüências para o documentário. Filme: Primárias (Primary, Robert Drew, 1960), Crise (Crisis, Robert Drew, 1963).

4. O Documentário Direto (cont.). Filme: Caixeiro viajante (Salesman, Albert & David Maysles, 1968); Gimme shelter (Albert & David Maysles, 1970). Análise das situações de filmagem. Filmar sem roteiro. A dificuldade da montagem.

5. Jean Rouch e o Documentário Verdade. O modo interativo de representação. Documentário Verdade X Documentário Direto: aproximações e diferenças.

6. O Documentário Verdade (cont.). Filme: Eu, um negro (Moi, um noir, Jean Rouch, 1958).

7. O Documentário Contemporâneo. Errol Morris e o modo reflexivo de representação. Filme: Sob a névoa da guerra (Errol Morris, 2003).

8. O Documentário Contemporâneo. Análise de casos. Filme: Roger e eu (Roger & Me, Michael Moore, 1989).

9. O Documentário no Brasil. De Aruanda (Linduarte Noronha, 1960) à O país de São Saruê (Vladimir Carvalho, 1971). O Documentário Verdade e o Cinema Novo. Aspectos técnicos e estilísticos.

10. O Documentário no Brasil. De Eduardo Coutinho à João Moreira Salles. Filmes: Cabra marcado para morrer (Eduardo Coutinho, 1984), Nelson Freire (João Moreira Salles, 2003).

11. O Documentário contemporâneo no Brasil e suas várias tendências estilísticas. Filmes: Morro da Conceição (Cristiana Grumbach, 2005); Justiça (Maria Augusta Ramos, 2004); Pro dia nascer feliz (João Jardim, 2007). O plano-sequência e a posição de recuo.

12. O Documentário contemporâneo no Brasil (cont.). Estamira (Marcos Prado, 2005), Cartola, música para os olhos (Lírio Ferreira, Hilton Lacerda, 2008). A estética da imagem e exercícios de montagem.

13-15. Seminários.


METODOLOGIA DE ENSINO

Aulas expositivas e interativas. Exibição de audiovisuais. Leitura crítica de textos teóricos relacionados aos tópicos abordados em aula.


ATIVIDADES DISCENTES

Elaboração e apresentação de Seminários em horário de aula. Elaboração de exercícios para avaliação realizados em aula.

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

N1: Seminário (grupo) = 4pts
N2: Trabalho de análise fílmica 1 (individual) = 3pts
N3: Trabalho de análise fílmica 2 (grupo) = 3pts
Nota final = N1+N2+N3


BIBLIOGRAFIA BÁSICA

BERNARDET, Jean-Claude. Cineastas e imagens do povo. São Paulo: Companhia das
Letras, 2003.
CAVALCANTI, Alberto. Filme e realidade. Rio de Janeiro: Editora Artenova,
EMBRAFILME, 1977.
LINS, Consuelo. O documentário de Eduardo Coutinho: televisão cinema e vídeo. Rio
de Janeiro: Jorge Zahar, 2004.
MOURÃO, Maria Dora; LABAKI, Amir. O cinema do real. São Paulo: Cosac & Naify,
2005.
NICHOLS, Bill. Introdução ao documentário. Campinas: Papirus Editora, 2005.
RAMOS, Fernão. Mas afinal... o que é mesmo documentário?. São Paulo: Editora
SENAC, 2008.
TEIXEIRA, Francisco Elinaldo (org.). Documentário no Brasil: tradição e
transformação. São Paulo: Summus Editorial, 2004.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

BARNOUW, Erik. Documentary, a history of the non-fiction film. New York, Oxford:
Oxford University Press, 1993.
BAZIN, André. O cinema, ensaios. São Paulo: Editora Brasiliense, 1991.
BURCH, Noel. Práxis do cinema. São Paulo: Editora Perspectiva, 1992.
DA-RIN, Silvio. O espelho partido: tradição e transformação do documentário. Rio de
Janeiro: Azougue Editorial, 2004.
LABAKI, Amir. É tudo verdade; reflexões sobre a cultura do documentário. São
Paulo: Editora Francis, 2005.
_____________. Introdução ao documentário brasileiro. São Paulo: Editora Francis,
2006.
LINS, Consuelo; MESQUITA, Cláudia. Filmar o real, sobre o documentário brasileiro
contemporâneo. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2008.
MATTOS, Carlos Alberto. Maurice Capovilla, a imagem crítica. São Paulo: Imprensa
Oficial, 2006.
____________________. Jorge Bodanzky, o homem com a câmera. São Paulo:
Imprensa Oficial, 2006.
____________________. Vladimir Carvalho, pedras na lua e pelejas no planalto. São
Paulo: Imprensa Oficial, 2008.
PLANTINGA, Carl R.. Rhetoric and representation in nonfiction film. Cambridge,
Cambridge University Press, 1997.
RABIGER, Michael. Directing the documentary. Boston: Focal Press, 1998.
RAMOS, Fernão Pessoa. Teoria contemporânea do cinema (vol. I e vol. II). São Paulo:
Editora Senac, 2005.
REISZ, Karel; MILLAR, Gavin. A técnica da montagem cinematográfica. Rio de
Janeiro: Editora Civilização Brasileira, EMBRAFILME, 1978.
VIANY, Alex. O processo do cinema novo. Rio de Janeiro: Aeroplano Editora, 1999.
XAVIER, Ismail. O discurso cinematográfico. São Paulo: Paz e Terra, 1984.

ROTEIRO: TEORIA E PRÁTICA

UNIVERSIDADE FEDERAL DE JUIZ DE FORA
INSTITUTO DE ARTES E DESIGN


PLANO DE ENSINO DE DISCIPLINA

DISCIPLINA: Roteiro: Teoria e Prática
CURSO: Bacharelado Interdisciplinar em Artes e Design
PROFESSOR RESPONSÁVEL: Sérgio Puccini


EMENTA

A disciplina pretende oferecer noções relacionadas à prática e à teoria do roteiro cinematográfico. Etapa chave dentro da organização de uma produção audiovisual, a construção do roteiro envolve noções que vão além dos aspectos técnicos ligados à prática audiovisual. Teoria do Drama e da Narrativa são mobilizadas no desenvolvimento de um roteiro de ficção nos seus mais variados formatos. A introdução teórica dará embasamento aos trabalhos de criação dos alunos em aula.

OBJETIVOS

Objetivo geral:
Capacitar o aluno ao exercício da prática da roteirização fornecendo-lhe ferramentas de análise crítica dos critérios que guiam a criação de roteiros.
Objetivos específicos:
Discutir o processo de criação cinematográfica a partir de seu instrumento de base, o roteiro. Discutir aspectos relacionados à dramaturgia do audiovisual.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

1. Formatação e critérios de escrita. As etapas de criação do roteiro. A Escaleta. A Sinopse. O Roteiro Literário e Roteiro Técnico;
2. Roteiro e filme. Critérios de decupagem de direção. A cena e o plano. O discurso dramático e o discurso cinematográfico;
3. Roteiro e direção. Especificidades de cada função. O modelo industrial e o modelo autoral;
4. A construção do Personagem. Modelos de personagem. Ação e personagem.
Exercício de criação de personagem (N1).
5. Roteiro e estrutura. Hollywood e o modelo clássico. Syd Field e o paradigma dos três atos; o conflito, necessidade dramática, ação dramática, pontos de virada;
6. Exercício de criação de sinopse e escaleta (N2);
7. Roteiro e Curta-Metragem. Características do formato;
8. A narrativa seriada. Roteiro e Televisão;
9. Roteiro de documentário. Formas de organização da produção e do discurso. O roteiro invisível;
10-15. Orientação dos grupos de trabalho para criação de roteiro de curta-metragem (N3).

METODOLOGIA DE ENSINO

- Aulas expositivas e interativas.
- Exibição de audiovisuais.
- Leitura crítica de roteiros publicados e textos teóricos relacionados aos tópicos abordados em aula.
- Oficinas de criação, exercícios individuais e em grupo.

ATIVIDADE DISCENTES

Exercícios de roteirização em aula. Elaboração e apresentação de roteiros.

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

Exercícios de criação de roteiro individuais e em grupo: construção de personagens; sinopses e escaletas; roteiro final.

N1: exercício de construção de personagem = 2pts.
N2: exercício de elaboração de sinopse e escaleta = 4pts.
N3: roteiro de curta-metragem (com sinopse e escaleta) = 4pts.

NOTA FINAL = N1+N2+N3

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

CHION, Michel. O Roteiro de Cinema. São Paulo: Martins Fontes, 1989.
COMPARATO, Doc. Da Criação ao Roteiro. Rio de Janeiro: Ed. Rocco, 1995.
HOWARD, David; MABLEY, Edward. Teoria e Prática do Roteiro. São Paulo: Editora Globo,
1995.
PALLOTTINI, Renata. Introdução à Dramaturgia. São Paulo: Editora Brasiliense, 1983.
ROSENFELD, Anatol. O Teatro Épico. São Paulo: Editora Perspectiva, 1997.
SARAIVA, Leandro; CANITO, Newton. Manual de roteiro. São Paulo: Conrad Livros, 2004.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

BAZIN, André. O cinema, ensaios. São Paulo: Editora Brasiliense, 1991.
BERNARDET, Jean-Claude. Cineastas e imagens do povo. São Paulo: Companhia das Letras,
2003.
BORDWELL, David. Narration in the fiction film. Wisconsin: University of Wisconsin Press,
1985.
BRADY, Ben; LEE, Lance. The understructure of writing for film and televisión. Austin, Texas:
University of Texas Press, 1988.
BURCH, Noel. Práxis do cinema. São Paulo: Editora Perspectiva, 1992.
CARRIÈRE, Jean-Claude. A linguagem secreta do cinema. Rio de Janeiro: Editora Nova
Fronteira, 1995.
_____________________; BONITZER, Pascal. Prática do Roteiro Cinematográfico. São Paulo:
JSN Editora, 1996.
FIELD, Syd. Manual do Roteiro. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 1995.
FURTADO, Jorge. Um astronauta no Chipre. Porto Alegre: Artes e Ofícios Editora, 1992.
GOMBRICH, E. H.. Arte e ilusão. São Paulo: Editora Martins Fontes, 2007.
HAMPE, Barry. Making documentary films and reality videos. New York: Henry Holt and
Company, 1997.
HERMAN, Lewis. A pratical manual of screenwriting for theater and television films. New York:
Meridian Book, New American Library, 1952.
LABAKI, Amir. Introdução ao documentário brasileiro. São Paulo: Editora Francis, 2006.
LEONE, Eduardo. Reflexões sobre a montagem cinematográfica. Belo Horizonte: Editora:
UFMG, 2005.
MAMET, David. Sobre direção de cinema. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.
MÁRQUEZ, Gabriel García. Me Alugo para Sonhar, Oficina de Roteiro. Niterói, Rio de Janeiro:
Casa Jorge Editorial, 1995.
MARTIN, Marcel. A linguagem cinematográfica. São Paulo: Editora Brasiliense, 1990.
MASCELLI, Joseph V.. Os cinco c’s da cinematografia. São Paulo: Summus Editorial, 2010.
MCKEE, Robert. Story, substance, structure, style, and the principles of screenwriting, New
York: Regan Books, 1997.
MURCH, Walter. Num piscar de olhos, a edição de filmes sob a ótica de um mestre. Rio de
Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2004.
NICHOLS, Bill. Introdução ao documentário. Campinas: Papirus Editora, 2005.
PALLOTTINI, Renata. Dramaturgia: Construção do Personagem. São Paulo: Editora Ática,
1989.
PUCCINI, Sérgio. Roteiro de documentário, da pré-produção à pós-produção. Campinas:
Papirus Editora, 2009.
REISZ, Karel; MILLAR, Gavin. A técnica da montagem cinematográfica. Rio de Janeiro: Editora
Civilização Brasileira, EMBRAFILME, 1978.
RODRIGUES, Chris. O cinema e a produção. Rio de Janeiro: Faperj, DP&A editora, 2002.
ROSENFELD, Anatol. Teatro moderno. São Paulo: Editora Perspectiva, 1997.
ROSENTHAL, Alan. Writing, directing, and producing documentary films and videos.
Carbondale: Southern Illinois University Press, 1996.
ROUBINE, Jean-Jacques. A linguagem da encenação teatral. Rio de Janeiro: Jorge Zahar
Editor, 1998.
RYNGAERT, Jean-Pierre. Ler o teatro contemporâneo. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
SWAIN, Dwight V.. Film script writing, a pratical manual. New York: Hastings House Publishers,
1976.
SZONDI, Peter. Teoria do drama moderno (1880-1950). São Paulo: Cosac & Naify, 2001.
WATTS, Harris. Direção de câmera, um manual de técnicas de vídeo e cinema. São Paulo:
Summus Editorial, 1999.
XAVIER, Ismail. O discurso cinematográfico. São Paulo: Paz e Terra, 1984.